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(Re)pense

Segundo o relatório da FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura) de 2013, 1/3 dos alimentos produzidos é desperdiçado por ano, isso corresponde a cerca de 1,7 bilhão de toneladas. Apenas no Brasil – um dos dez países com maior desperdício de alimentos do mundo -, 26.3 milhões de toneladas de alimentos têm o mesmo fim, sendo nesse processo também desperdiçados toda a energia, mão de obra, água, embalagens e outros fatores envolvidos desde o processo de produção ao descarte. Você já parou para observar quanto lixo produz? Segundo pesquisas, cada brasileiro produz cerca de 1 kg de lixo por dia, sendo a maior parte de origem orgânica.

Pensa que acabou por aí? Vamos falar sobre a agropecuária. O diretor do documentário “Cowspiracy”, Kip Andersen, relata: “Eu descobri que um hambúrguer de 114 gramas requer quase 2.500 litros de água para ser produzido. Eu tenho tomado banhos curtos para economizar água e descubro que comer apenas um hambúrguer é equivalente a dois meses inteiros de banho”. Já Ana Claudia Duarte do blog Noo declarou: “Há quem diga que ‘a ignorância é uma benção’. Minha sugestão é que se você não estiver pronto para encarar os impactos que o seu consumo de alimentos causa no meio ambiente não continue essa leitura, pois a intenção é que ela mexa na sua zona de conforto. Agora, se você – assim como eu – acredita que a consciência sobre as nossas escolhas pode sim mudar o mundo, então eu te convido a falarmos sobre um assunto que é ignorado pelas principais entidades que deveriam defender o meio ambiente e que já foi causa da morte de mais de 1.100 ativistas nos últimos 20 anos – apenas aqui no Brasil.”

Ainda segundo a FAO, 70% da água é destinada a atividade agropecuária. Segundo a Embrapa, aproximadamente 80% da Floresta Amazônica foi desmatada para fins de criação de rebanho, levando consigo toda a biodiversidade presente no local. Enquanto todo combustível fóssil utilizado nos meios de transporte – carros, caminhões, navios, trens e aviões – é responsável por 13% das emissões, a agropecuária é responsável por 51%. A pecuária produz 130 vezes a quantidade de dejetos eliminados pelos humanos e, em geral, este subproduto é lançado na natureza sem tratamento adequado, principalmente nos oceanos. No Brasil, com seus 200 milhões de habitantes, há 240 milhões de cabeças de gado, no mesmo lugar onde não há estrutura necessária para tal demanda. O paradoxo consiste na cultura do churrasco, também de origem brasileira.

Os dados acima servem para conscientizar num grau mínimo sobre os impactos das nossas escolhas quando vamos ao mercado e a sua importância. Portanto, planejem suas compras para evitar o desperdício, procurem saber dos métodos de produção e a maneira de descarte do produto, ou da embalagem, faça a compostagem dos alimentos orgânicos, prefira o natural.

 “Ontem eu era esperto, então eu quis mudar o mundo. Hoje eu sou sábio, então estou mudando a mim mesmo” (Rumi)
Texto escrito por: Giuliana Faillace
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Desmitificando a Alimentação Orgânica

A base da nossa saúde está diretamente ligada à alimentação e para que esta esteja equilibrada os alimentos que consumimos devem prover isso de forma adequada. Entretanto, atualmente, não são todos os alimentos que cumprem esse papel, gerando sérios danos a saúde humana e ao meio ambiente, devido ao seu modo de produção. A forma de produção convencional abusa da quantidade de agrotóxico e a exposição incorreta ou prolongada a esses produtos químicos pode causar distúrbios como enjoos e vômitos, abortos, fetos com má formação, a doenças graves como câncer e problemas hepáticos e até levar a óbito. Além disso, uma análise feita pela Anvisa, mostra que 28% dos alimentos disponíveis no mercado apresentam limites de agrotóxicos acima do  recomendado ou substâncias não aprovadas para o produto.

  Diante de todos esses fatores que cercam a alimentação orgânica e a alimentação convencional, ficam evidentes os benefícios e prejuízos de cada uma. A alimentação moderna tem conduzido não apenas a problemas para a saúde humana, mas também está relacionada às mudanças ambientais. Assim, o princípio do equilíbrio deve ser resgatado, devemos reconsiderar nossos hábitos, pois uma alimentação de qualidade previne doenças e é um poderoso recurso terapêutico, não colocando em risco nem a saúde, seja do consumidor ou produtor, nem o meio ambiente.

Texto escrito por: Júlia Ribeiro