Planejamento estratégico e responsabilidade ambiental

                 Frente a mercados altamente disputados e mutáveis e em constante avanço tecnológico, as organizações têm a importante tarefa de aplicar estratégias que lhe permitam conservar, de maneira perene, uma posição sustentável no mercado. Além disso, o aumento no número de consumidores conscientes vem fazendo com que empresas revisem suas práticas em vários aspectos. Dentre elas está a adoção de modelos de gestão mais sustentáveis.

                 O tratamento das questões ambientais combinadas as estratégias, são capazes de desenvolver a organização no mercado competitivo, melhorar os resultados e proporcionar vantagens na identificação de novas oportunidades de negócios para as empresas, visto que o contexto mundial atual tem gerado essa demanda.

                 Neste momento crítico em que todas as atenções estão voltadas para os problemas ambientais, vamos te mostrar nesse artigo como sua organização pode contribuir para a preservação ambiental e ao mesmo tempo se manter no mercado com uma vantagem competitiva e ter um bom desenvolvimento sustentável.

             Antes de tudo, é importante destacar que a responsabilidade ambiental deve fazer parte do Planejamento Estratégico e da cultura das empresas, sejam elas pequenas ou grandes.

E o que é um Planejamento Estratégico?

                 O Planejamento Estratégico visa definir com clareza as diretrizes de uma organização, como Negócio, Missão, Visão, Valores e Estratégia. Esse estudo assegura ainda a constância de propósitos da organização, auxiliando a empresa a utilizar melhor suas capacidades e nortear suas ações dentro de um plano definido de metas e estratégias. Com o Planejamento Estratégico, a empresa passa a ter maior visibilidade dos cenários tanto internos quanto externos que poderão influenciar seu futuro.

O que são Missão, Visão e Valores?

                 A declaração da missão, visão e valores é a forma mais poderosa de uma empresa inspirar, engajar e motivar sua equipe, praticando os princípios que levarão a empresa ao sucesso e respondendo o que a organização se propõe a fazer e para quem.

  • Missão: É o propósito de a empresa existir.
  • Visão: É a situação em que a empresa deseja chegar.
  • Valores: São os ideais de ações, comportamento e resultados que devem estar alinhado entre os colaboradores e seus clientes, fornecedores e parceiros.

Como um planejamento estratégico pode se conciliar com responsabilidades ambientais?

                 Planejando responsabilidades ambientais de forma estratégica é possível definir um método eficaz de utilização dos recursos disponíveis visando atingir os objetivos e diretrizes estabelecidos de maneira coerente, além de ações pensadas e projetadas para alcançá-los através de uma estruturação.

Mas afinal, o que é responsabilidade ambiental?

                 Responsabilidade Ambiental é um conceito aplicado as organizações que levam em consideração o compromisso em contemplar à crescente conscientização da sociedade através da revisão dos modos de produção e padrões de consumo de tal forma que o sucesso empresarial não seja alcançado a qualquer preço, mas ponderando-se os impactos sociais e ambientais. Ou seja, estas atitudes ajustam crescimento econômico à proteção do meio ambiente na atualidade e para as gerações futuras, garantindo a sustentabilidade.

Exemplos de atitudes que envolvem a responsabilidade ambiental empresarial:

– Criação e implantação de um sistema de gestão ambiental na empresa.

– Tratar e reutilizar a água dentro do processo produtivo.

– Criação de produtos que provoquem o mínimo possível de impacto ambiental.

– Dar prioridade para o uso de sistemas de transporte não poluentes ou com baixo índice de poluição. Exemplos: transporte ferroviário e marítimo.

– Criar sistema de reciclagem de resíduos sólidos dentro da empresa.

– Treinar e informar os funcionários sobre a importância da sustentabilidade.

– Dar preferência para a compra de matéria-prima de empresas que também sigam os princípios da responsabilidade ambiental.

– Dar preferência, sempre que possível, para o uso de fontes de energia limpas e renováveis no processo produtivo.

– Nunca adotar ações que possam provocar danos ao meio ambiente como, por exemplo, poluição de rios e desmatamento.

Quais são os benefícios de se adotar responsabilidades ambientais?

                 Dentre os benefícios que a responsabilidade ambiental fornece para as empresas, é o impacto positivo no meio ambiente. Um empresa que busca processos produtivos mais “limpos”, implanta uma eficiente gestão de resíduos através da logística reversa, por exemplo, promove programas de educação ambiental e fomenta a conscientização da população para o consumo consciente, isso será assertivo em seu desempenho.

                 Outro benefício é a valorização da marca junto aos consumidores, visto que há um aumento esporádico de consumidores verdes, que dão preferência à produtos de empresas que tenham responsabilidade social e ambiental em sua produção.

Por onde sua empresa pode começar?

                 Para adotarem práticas de responsabilidades ambientais, as empresas não podem ficar apenas no discurso, por isso precisam antes de tudo entender o conceito de sustentabilidade. Após a disseminação do conceito na cultura da empresa, é hora de partir para a revisão das práticas adotadas buscando, além de cumprir a legislação vigente, executar de forma concreta e consciente ações que atendam as expectativas dos seus parceiros, colaboradores, fornecedores, clientes, e encontrar o equilíbrio entre a economia e o meio ambiente. Além disso, mostrar transparência e credibilidade.

                 Vale ressaltar as medidas adotadas e de que forma a aplicação de uma política de Gestão Ambiental pelas organizações, pode atingir a excelência da responsabilidade ambiental, através de certificação e como elas são encaradas perante os seus clientes.

                 Ao buscarem essas certificações, as empresas demonstram que estão em busca de melhorias constantes. Com isso, diminuem gastos ao economizar recursos como energia, água, papéis e embalagens, por exemplo, reduzem custos de conflitos socioambientais, aumentam o capital humano, atraem e fidelizam clientes, melhoram a reputação da marca e aumentam seu o valor de mercado.

Esse post foi feito em parceria com a AD Júnior Consutoria, uma  Empresa Júnior de Gestão de Negócios. Vocês podem entrar em contato com eles através do site (http://adjuniorconsultoriaeprojetos.com/), instagram (https://www.instagram.com/valeverdessa/) e outras redes.

Fontes:
Responsabilidade socioambiental – < https://www.direitonet.com.br/artigos/exibir/11152/Responsabilidade-socioambiental >
RESPONSABILIDADE AMBIENTAL NAS ORGANIZAÇÕES – A busca pelo diferencial competitivo < https://www.cairu.br/riccairu/pdf/artigos/7_RESPONSABILIDADE_AMBIENTAL.pdf >
Responsabilidade Ambiental < https://prima.org.br/responsabilidade-ambiental/#:~:text=Responsabilidade%20Ambiental%20%C3%A9%20um%20conjunto, gera%C3%A7%C3%B5es%20futuras%2C%20garantindo%20a%20sustentabilidade.>
Estratégias de responsabilidade socioambiental para gestão de empresas – < https://meuresiduo.com/categoria-1/estrategias-de-responsabilidade-socioambiental-para-gestao-de-empresas/>

Como ser um Consultor Ambiental de sucesso?

     Quer ser um consultor ambiental de sucesso?

Esse post é para você!

     Em todos os âmbitos há profissionais medianos e profissionais de excelência, e o que os torna diferentes são suas atitudes perante os serviços recebidos. A qualidade é um quesito básico, que vem acompanhada do empenho e seriedade do consultor, este devendo sempre estar atualizado sobre as leis ambientais aplicáveis a seu setor e nicho, e das novas necessidades da área.

     A pontualidade é outro fator fundamental, mas que muitos deixam a desejar. Entregar projetos no prazo determinado, chegar no horário em reuniões e eventos, ou inclusive antes, fazem com que sua credibilidade no mercado se eleve. Sabe-se que há casos em que o cliente deseja ou necessita que o projeto seja entregue em tempo recorde, mas é necessário ser sincero quanto a viabilidade de execução para com o cliente. A responsabilidade, apesar de essencial, não é praticada por muitos.

     Ademais a isso, para alcançar seus clientes é necessário comunicação, prospecção ativa e passiva, participar de eventos, fóruns, manter relacionamentos. O famoso network ou rede de contatos nada mais é que estabelecer relações benéficas profissionalmente, seja para uma possível parceria, ofertas de emprego ou simplesmente para troca de informações.

     É de extrema importância o tão conhecido “pensar fora da caixa”, inovações agregam valor ao seu serviço. Uma destas é o uso de drones, GPS e outras tecnologias para mapeamento, geoprocessamento, estudos pré-campo, dentre outros. Essas tecnologias além de serem possíveis diferenciais servirão como facilitadores e organizadores de seus serviços.

     Outros fatores para destaque do consultor são a experiência, de intermediária à avançada, em programas de texto, planilhas e apresentações e um bom perfil profissional em redes sociais. Se a propaganda é a alma do negócio, uma boa apresentação do profissional e de seu produto contam e muito no mercado de trabalho.

Texto: Thais Pixinine

População Indígena x Coronavírus – Entenda como a COVID-19 afeta populações indígenas no Brasil

O Dia do Índio é comemorado no dia 19 de Abril e foi criado na tentativa de preservar as tradições e identidade dos povos indígenas, além de promover um reflexão crítica sobre o passado desses povos e os impactos da dominação europeia. Diante da importância sócio-cultural de se manter tais tradições amparadas e respeitadas, inúmeros órgãos e associações foram criados ao longo dos anos seguintes para zelar pelas populações indígenas do Brasil, entre eles destacam-se a FUNAI (Fundação Nacional do Índio) e a SESAI (Secretaria Especial de Saúde Indígena), subsistema do Ministério da Saúde.

O novo cenário de pandemia em que o Brasil se encontra reforça ainda mais a necessidade de garantir fácil acesso a boas condições de saúde. Pessoas do grupo de risco, como idosos, pessoas com condições preexistentes, com sistema imunológico mais sensível e grupos desprotegidos por conta de marcadores sociais que dificultam o acesso a serviços de saúde, como o nível de renda e o distanciamento regional, precisam de política públicas que promovam proteção contra o vírus e atenção médica durante a pandemia.

Acredita-se, pela maior parte da sociedade, que o fator biológico, a que se refere a imunidade, seja o principal vetor da vulnerabilidade dos povos indígenas perante a COVID-19. Entretanto, segundo artigo do Instituto Sócio Ambiental (ISA), as experiências de indígenas no Brasil com epidemias são historicamente ferozes. Pois, além do sistema imunitário, há a dificuldade de acesso à saúde e acabam sofrendo muito com as doenças transmitidas pelo contato com a sociedade nacional. Isso tudo, aliados aos costumes indígenas de compartilhamentos de objetos e a vida em comunidade são os fatores proporcionam situações de risco.

Após o estabelecimento do vírus no Brasil, grupos indígenas tem tomado suas próprias medidas para prevenir a contaminação, isolando-se de outras aldeias e cancelando comemorações étnicas afim de evitar aglomerações. Porém, ainda solicitam uma ação do governo federal para preparar o sistema de saúde para protegê-los da doença.

Um documento, elaborado pelo Ministério da Saúde, traz recomendações a respeito do acesso as terras indígenas, restringindo a entrada de pessoas em todos os territórios indígenas por causa da vulnerabilidade desses povos as doenças respiratórias devido queimadas, o que pode provocar uma maior probabilidade de contágio pelo novo Coronavírus. Foi disponibilizado também 12 documentos com orientações e informações destinadas aos 34 Distritos Especiais de Saúde Indígena que atendem cerca de 800 mil indígenas aldeados em todo o território brasileiro.

Culturas inteiras podem desaparecer se maiores medidas não forem tomadas. E em meio a tudo isso, conflitos antigos como o desmatamento ilegal não param e os ataques contra lideranças e territórios indígenas continuam com força. Nesse dia do índio precisamos reconhecer que suas pautas continuam sendo deixadas de lado e os indígenas continuam existindo e resistindo nesse país que ignora sua existência até em momentos vulneráveis como o que nos encontramos. 

Texto: Andrea Longo

 

Fontes:

https://www.socioambiental.org/pt-br/noticias-socioambientais/

https://www.saude.gov.br/saude-indigena